Narcotraficante mexicano libertado após 28 anos

Um tribunal mexicano ordenou hoje a libertação de um "padrinho" da droga da década de 1980, na prisão há 28 anos, depois de ter constatado a existência de um procedimento ilegal no processo que o condenou.

O tribunal do Estado de Jalisco concedeu-lhe um "amparo", a proteção da justiça mexicana, depois de ter ficado provado que Rafael Caro Quintero tinha sido julgado por uma jurisdição federal e não por um tribunal de jurisdição normal, como deveria ter sido o caso.

O "padrinho" mexicano foi condenado em 2009 a 40 anos de prisão pelo assassínio, em 1985, de "Kiki" Camarena, um polícia da agência antidroga norte-americana (DEA).

Segundo o tribunal, o agente não era nem diplomata nem agente consular, e Quintero deveria, portanto, ter sido julgado perante a justiça ordinária.

O ex-líder do cartel mexicano de Guadalajara, de 60 anos, aguarda uma autorização do Ministério Público federal para sair da prisão de Guadalajara, capital do Estado de Jalisco.

Quintero tinha também sido condenado por tráfico de droga, mas uma fonte próxima do tribunal indicou que essa pena já tinha sido cumprida.

A morte do agente "Kiki" Camarena, sequestrado, torturado e morto em fevereiro de 1985 na Costa Rica, gerou tensões entre os Estados Unidos e o México, e depois o início de uma cooperação contra o tráfico de droga.

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