Mundo despede-se de Armstrong, o primeiro a ir à Lua

O mundo despede-se hoje de Neil Armstrong, depois de ontem à noite ter sido confrontado com a notícia da morte do primeiro homem a pisar a Lua. Desde Barack Obama e Mitt Romney, a "Buzz" Aldrin e Michael Collins, os dois companheiros de Armstrong na missão Apollo 11, até Richard Branson e Durão Barroso, ninguém quer deixar de prestar homenagem ao astronauta que tinha 82 anos.

"Neil estava entre os maiores heróis americanos, não só da época atual, mas de todos os tempos", disse logo ontem o Presidente dos EUA, democrata, declarando-se "profundamente triste" com a notícia da morte de Neil Arnstrong, no sábado. O seu rival republicano da corrida para a Casa Branca nas eleições de 6 de novembro afirmou por seu lado: "A Lua chora o seu primeiro filho terrestre".

"Vemos partir um dos nossos. Antigo combatente condecorado da guerra da Coreia, astronauta da Nasa e primeiro homem a andar na Lua, Neil inspirou gerações de americanos", escreveu o secretário da Defesa americano, Leon Panetta, num comunicado citado pela AFP.

"Uma fonte de inspiração para a humanidade", lembrou hoje o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, em comunicado citado pela Efe. Armstrong, lembrou o ex-primeiro-ministro português, "converteu-se num poderoso símbolo para quem quer explorar o desconhecido e tornar realidade os sonhos".

Richard Branson, milionário britânico que quer ser o primeiro turista espacial, saudou hoje a "pessoa extraordinária" que foi Neil Armstrong, um homem que apesar de se ter tornado uma vedeta mundial "sempre garantiu que tinha os pés bem na Terra".

Citado pela Sky News, Branson contou que esteve com Armstrong numa homenagem ao aventureiro Steve Fossett, morto em 2007, e descreveu-o assim: "Era uma pessoa tímida, silenciosa e um homem que gostava de estar com a família. Após a chegada à Lua, penso que poucas pessoas privaram com ele, por isso penso que foi um grande privilégio ter podido passar algum tempo com ele".

"Buzz" Aldrin e Michael Collins, os dois astronautas que foram com Armstrong na missão Apollo 11, em 1969, também não deixaram de reagir: "Nós éramos bons amigos e estaremos sempre ligados pela nossa participação na missão Apollo 11", escreveu o astronauta "Buzz" Aldrin, de 82 anos, num tweet que foi citado pela AFP. "Ele era o melhor e vou sentir terrivelmente a sua falta", declarou por seu lado Michael Collins, de 81 anos, citado pelo porta-voz da Nasa, Bob Jacobs. Enquanto Armstrong e Aldrin foram até à Lua, Collins ficou em órbita. O dia, histórico, foi o de 20 de julho de 1969.

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