México sem esperanças de encontrar mineiros vivos

Cinco mineiros morreram e nove continuam debaixo de terra, a 60 metros de profundidade, numa mina de carvão no norte do México que funcionava em total ilegalidade e que registou uma explosão por acumulação de gás metano.

As autoridades têm poucas esperanças de encontrar sobreviventes, escreve o jornal espanhol Público. "A expectativa é baixíssima, foi uma explosão grande num espaço reduzido e nos cinco corpos que recuperámos vimos que foi uma morte instantânea", afirmou o ministro do Trabalho, Javier Lozano.

Os familiares dos mineiros enterrados na mina situada em Sabinas, estado de Coahuila, também não têm expectativas positivas. Mas não deixam de procurar já culpados pela situação: "Aqui não se respeita a vida humana, não há segurança, só recebem dinheiro e vamos em frente", acusou o irmão de um mineiro.

Os factos dão total razão a este familiar. A mina da empresa Beneficios Internacionales del Norte (BINSA) tinha começado a trabalhar há 18 dias sem notificar qualquer autoridade responsável pelo sector mineiro. A lei mexicana proíbe a contratação de menores de idade para as minas, mas o mineiro mais novo dos atingidos tem 15 anos, perde um braço e sofreu queimaduras na cara e no peito. Além disso, sete dos 15 trabalhadores atingidos não estavam inscritos na Segurança Social.

Pedro Rodríguez, ex-mineiro e supervisor de uma mina fechada em Fevereiro, diz que muitos dos seus colegas têm apenas contratos de palavra. O sector mineiro é a principal fonte de trabalho em Coahuila, mas é constante a falta de segurança e de protecção laboral. Os poços não têm saídas de emergência, não há comissões de segurança e higiene, não há formação sobre medidas de segurança nem equipamento como botas, lâmpadas ou capacetes, que os mineiros são obrigados a comprar por eles próprios.

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