Juiz recusa proibir os refrigerantes gigantes

Um juiz de Nova Iorque bloqueou hoje o plano do presidente da câmara nova-iorquina, Michael Bloomberg, de proibir os refrigerantes açucarados gigantes, algumas horas antes da restrição de venda deste tipo de bebidas entrar em vigor.

O juiz Milton Tingling determinou que as medidas para restringir a venda de refrigerantes a um máximo de 16 onças (470 mililitros) nos fast-food e outros restaurantes, eram "arbitrárias" e que ele bloqueava esse plano "permanentemente".

O presidente da câmara respondeu imediatamente na rede social Twitter, afirmando que tencionava "recorrer da decisão sobre bebidas açucaradas assim que possível" e disse "estar confiante que a medida acabará por vingar".

"Nós acreditamos que '@nycHealthy' tem a capacidade legal e a responsabilidade para atacar as causas da epidemia da obesidade que todos os anos mata 5.000 nova-iorquinos".

Bloomberg, que transformou a saúde pública num plano chave da sua administração, proibindo o tabaco em restaurantes, bares e mais recentemente nos parques e praias, deverá ainda falar publicamente durante o dia sobre este assunto

Mas a sua decisão de banir os refrigerantes servidos em grandes recipientes, a primeira nos Estados Unidos, suscitou um intenso debate, com petições e campanhas na média de ambos os lados.

Alguns apoiantes de Bloomberg argumentaram que há 30 anos a média do copo de refrigerante servido era somente de seis onças, mas que por estes dias não é raro ver jovens com copos de mais de um litro (33 onças).

Porém, durante o verão, as sondagens indicaram que a maioria dos habitantes de Nova Iorque opõem-se à limitação, com alguns a sugerir que edil estava a pôr em causa liberdades individuais e outros argumentando que as medidas não seriam eficazes.

O lóbi dos industriais liderado pela Associação Americana de Bebidas e pala Associação Nacional de Restaurantes levou a decisão camarária tribunal.

Tal como muitos milhares que todos os anos morrem de problemas relacionados com a obesidade, um em cada oito nova-iorquinos adultos sofre de diabetes, que podem agravar-se devido ao consumo de açúcar e os estudos demonstram que as bebidas açucaradas, que por vezes custam menos que água engarrafada, contribuem para o problema.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG