EUA preparam prisão de dois ex-funcionários do JP Morgan

Os EUA preparam a prisão de dois ex-funcionários do banco JPMorgan Chase por ocultarem perdas superiores a 6.000 milhões de dólares (4.497 milhões de euros) causadas por operações de alto risco, noticia o New York Times na edição online.

Os dois suspeitos, incluindo um espanhol, terão tentado mascarar o volume de perdas causadas por posições no mercado de produtos derivados, algumas delas relacionadas com o operador Bruno Iskil, conhecido como a "Baleia de Londres", escreve a agência Efe ao citar o New York Times .

Os antigos funcionários do JPMorgan poderão ser presos nos próximos dias, adianta a edição online do New York Times, que cita fontes conhecedoras do caso, segundo as quais seriam apresentadas acusações pelos crimes de fraude.

Inicialmente está previsto solicitar a detenção dos indivíduos às autoridades britânicas para depois pedir a sua extradição, mas não está claro se os visados, que não são cidadãos britânicos, continuam no país, indicou o jornal norte-americano.

Os alegados implicados são o espanhol Javier Martín-Artajo, diretor que supervisionava a estratégia dos operadores financeiros e o operador Julien Grout.

O caso, descoberto em 2012, colocou em evidência o maior banco dos Estados Unidos pelo volume de ativos, perante a aparente falta de controlos internos.

O New York Times acrescenta que, após mais de um ano de recolha de provas sobre as perdas do JP Morgan, o Ministério Público federal de Manhattan e o FBI concluíram que Martin-Artajo e Grout desvalorizaram o valor das suas operações para esconder o alcance do problema dos seus executivos em Nova Iorque.

O periódico acrescenta que, depois de analisar as chamadas telefónicas e correios eletrónicos internos, as autoridades acreditam que Martin-Artajo Grout instruiu Grout para falsificar documentos internos.

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