EUA negam responsabilidade no assassinato de cientista

O governo dos Estados Unidos negou hoje qualquer responsabilidade pela morte de um cientista nuclear iraniano, vítima da explosão de uma bomba no carro, depois de Teerão ter acusado Washington e Israel pelo atentado.

"Os Estados Unidos não têm absolutamente nada a ver com o que aconteceu. Condenamos todos os atos de violência, incluindo atos de violência como este", disse o porta-voz do Conselho Nacional de Segurança norte-americano, Tommy Vietor.

A morte hoje de Mostafa Ahmadi Roshan, o cientista responsável pela unidade de enriquecimento de urânio de Natanz, veio agora agravar a guerra de palavras entre Washington e Teerão, que já estava cada vez mais inflamada devido às tensões no estreito de Ormuz e ao programa iraniano de enriquecimento de urânio.

Os responsáveis políticos iranianos referiram que o método do assassinato -- dois homens de moto que colocaram uma bomba magnética no carro de Mostafa Ahmadi Roshan -- foi semelhante ao da morte de dois outros cientistas nos últimos dois anos.

Roshan, de 32 anos, morreu de imediato após o rebentamento da bomba, em Teerão.

Em Israel, um alto responsável disse não saber quem era responsável pelo que chamou um ato de vingança.

"Não sei quem se vingou do cientista iraniano, mas eu, definitivamente, não estaou a chorar", disse Yoav Mordechai, porta-voz militar, na sua página no Facebook.

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