EUA condenam agressões no parlamento venezuelano

Os Estados Unidos condenaram esta quarta-feira os incidentes que ocorreram no parlamento venezuelano entre deputados chavistas e deputados da oposição. No entanto, reafirmaram a vontade de trabalhar com Nicolas Maduro.

"A violência não tem lugar no sistema democrático e é particularmente indesejável numa assembleia nacional. Exortamos todas as partes a absterem-se de cometer atos ou atitudes que levem a confrontos físicos", afirmou o porta-voz do departamento de Estado norte-americano, Patrick Ventrell.

Sem querer reconhecer formalmente Nicolas Maduro como vencedor das eleições presidenciais, o responsável reafirmou a vontade de os Estados Unidos continuarem a trabalhar com o sucessor de Hugo Chávez.

Em contrapartida, a oposição venezuelana, que contesta o resultado das presidenciais de 14 de abril, vai apresentar hoje um recurso perante o Tribunal Supremo de Justiça, anunciou ontem o líder da oposição, Henrique Capriles.

Na terça-feira, pelo menos seis parlamentares da oposição foram agredidos, na Assembleia Nacional, por protestarem e exigirem o direito à palavra, negado pelo presidente do parlamento, Diosdado Cabello.

O incidente ocorreu durante uma sessão parlamentar, transmitida em direto pelo canal de televisão da Assembleia Nacional (ANTV), cujas câmaras foram direcionadas para o teto do hemiciclo, no momento da agressão, impedindo os telespetadores de ver o que estava a acontecer.

As televisões privadas venezuelanas divulgaram imagens do deputado Júlio Borges com a cara ensanguentada e hematomas, com os deputados Ismael Garcia, Maria Corina Machado, Nora Bracho, César Rincones e Abelardo Díaz a denunciarem ataques da parte de parlamentares afetos ao atual regime.

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