Edward Snowden descarregou 1,7 milhões de documentos

O Departamento de Defesa dos EUA concluiu que o ex-contratado pela Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em Inglês) Edward Snowden descarregou 1,7 milhões de documentos dos arquivos dos serviços de informações.

A estimativa vem num documento classificado daquele Departamento, revelado por eleitos norte-americanos, e representa o maior roubo individual de documentos secretos da história dos EUA.

Os eleitos acrescentaram que a informação recolhida por Snowden coloca em perigo a segurança dos militares dos EUA.

"Este relatório confirma os meus maiores receios, os verdadeiros atos de traição de Snowden aos homens e mulheres militares dos EUA, que agora estão sob um perigo maior. É provável que as ações de Snowden tenham consequências mortais para as nossas tropas", afirmou o republicano Mike Rogers, presidente do comité de Informações da Câmara dos Representantes.

No relatório, consultado por Mike Rogers e o democrata Dutch Ruppersberger, sustenta-se que os documentos retirados por Snowden podem colocar os inimigos dos EUA de sobreaviso e difundir informação recolhidas pelos serviços secretos, o que pode ter "um impacto grave" na segurança nacional.

Snowden extraiu o material enquanto trabalhava para a NSA, no Havai, e se obteve a quantidade mencionada pelos congressistas apenas revelou uma pequena percentagem da mesma.

As informações divulgadas sobre os programas de vigilância realizados pela NSA começaram a surgir em junho, depois de Snowden ter partilhado a informação com alguns meios de comunicação.

As revelações causaram um debate nacional sobre o alcance das atividades de colheita de dados pelos EUA, que se estenderam ao estrangeiro, quando se descobriu que também incluíam dirigentes de outros países.

O presidente dos EUA, Barack Obama, vai fazer nas próximas semanas um anúncio sobre eventuais mudanças nos programas de espionagem, tende já recebido um relatório de um grupo de peritos com dezenas de sugestões.

Obama tem previstas reuniões, nos próximos dias, com dirigentes dos serviços de informações, congressistas e especialistas.

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