Direita à beira de histórica derrota na Costa Rica

Os partidos de direita estão na iminência de sofrerem uma derrota eleitoral histórica, que porá fim à sua hegemonia de mais de um meio século à frente da Presidência e do Governo há mais de meio século.

Os eleitores costa-riquenhos escolheram domingo um novo Presidente, voto que comporta duas voltas, e um novo Parlamento, havendo fortes indícios de que o Partido de Libertação Nacional (PLN) e o Partido da Unidade Social Cristã (PUSC) percam a maioria na Assembleia Nacional e o seu candidato presidencial, Johnny Araya, tenha de enfrentar, na segunda volta, José Maria Villalta, da coligação de esquerda Frente Ampla, que se encontra à frente nas sondagens.

Os primeiros resultados serão conhecidos durante a manhã e deverão marcar o descalabro para o PLN, envolvido em vários casos de corrupção e numa má gestão económica, encontrando-se a Presidente cessante Laura Chinchilla, deste partido, com níveis de impopularidade acima dos 60%.

O escrutínio decorreu sem incidentes neste pequeno país da América Central - que não possui forças armadas desde 1948 e que é considerado um modelo de democracia na região - tendo os adeptos dos diferentes partidos ido para as ruas manifestarem-se após o encerramento das assembleias de voto.

Villalta destacou-se na campanha pelas suas propostas de combate à corrupção e de atenção aos problemas ecológicos e confirma uma tendência de queda da direita face à esquerda no país, que vem sendo notada desde há vários anos.

Uma segunda volta entre Araya e Villalta é considerada praticamente inevitável, atendendo ao elevado número de candidatos (13) que se apresentaram ao escrutínio presidencial. No Parlamento, de 57 lugares, espera-se um recuo muito significativo do PLN.

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