"Deus é minha testemunha: estou a dizer a verdade"

Excertos da entrevista que a empregada que acusa Dominique Strauss Kahn, o ex-presidente do FMI, de agressão sexual mostram uma mulher assustada, que reitera todas as acusações.

Após manter o silêncio por dois meses, para o quebrar agora numa entrevista ao programa "Good Morning America" (Bom dia América), da ABC, Nafissatou Diallo quis dar uma "cara" à história. O canal de televisão disponibilizou para já apenas partes da entrevista.

Os procuradores do Ministério Público americano estão ainda a ponderar prosseguir, ou não, com o caso, quando a mulher no centro da história dá um passo em frente para contar o seu lado dos acontecimentos pela primeira vez.

Segundo contou a empregada à ABC, quando DSK entrou no quarto, vindo da casa-de-banho, ela pediu desculpa e virou a cara. Strauss Kahn respondeu: "Não! Não tens de pedir desculpa". E dirigiu-se à rapariga, agarrando-lhe as mamas, relata, sem pudores.

Nafissatou afirma que lhe respondeu: "Pare com isso! Não quero perder o meu trabalho. Pare! Pare com isso". Mas "ele não parou, continuou a empurrar-me, a empurrar-me para o corredor. Eu tive tanto medo".

A jornalista prossegue e pergunta à empregada se tinha visto DSK antes daquele dia, ao que ela responde que nunca o tinha visto, que só quando viu as notícias, que diziam que ele ia ser o próximo presidente de França, é que se apercebeu de quem ele era.

Diallo ficou assustada e só pensava: "Oh meu deus! Eles vão matar-me. Vou morrer. Eu não estou no meu país e ele é um homem muito poderoso. Eles vão matar-me antes que alguém saiba o que me aconteceu", relata.

Os procuradores, que inicialmente acreditavam em Nafi, dizem agora que o caso foi enfraquecido, já que ela não foi verdadeira em vários pontos, como o seu historial, passado, e relações amorosas. Strauss-Kahn, que nega todas as acusações e se declarou inocente, sendo libertado de prisão domiciliária, diz que o "encontro foi consensual".

A ultima pergunta que a jornalista da ABC faz a Nafissatou é "o que queres?", ao que ela responde: "Eu quero justiça. Eu quero que ele vá para a cadeia. Eu quero que ele saiba que não pode usar o poder para fazer coisas como esta".

"Não sou uma prostituta, e nunca fui assim chamada, desde que nasci. Deus é a minha testemunha. Estou a dizer a verdade. Do meu coração, Deus sabe disso", jura.

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