Detido suspeito de enviar cartas com veneno nos EUA

As autoridades dos Estados Unidos detiveram na quarta-feira um suspeito de ter enviado cartas ao Presidente norte-americano, Barack Obama, e ao senador republicano Roger Wicker que aparentemente continham rícino, um veneno mortal.

O suspeito foi identificado como Kevin Curtis e foi detido no Mississípi, segundo agentes federais citados pela cadeia NBC News, apesar de o jornal Washington Post, a cadeia CNN e a CBS terem também avançado com notícias da detenção.

Pouco depois, o Departamento de Justiça dos EUA divulgava um comunicado em que dava conta de que, "cerca das 17:15 (23:15 em Lisboa), os agentes do FBI detiveram Paul Kevin Curtis, o indivíduo que se acredita ser responsável pelo envio das três cartas que continham uma substância granular que foi analisada, tendo os testes preliminares dado positivo a rícino".

A mesma nota indicava que Curtis foi detido na sua casa na localidade de Corinth.

As duas cartas foram enviadas a 08 de abril a partir de Memphis (Tennessee) e apresentavam o mesmo texto: "Ver algo errado e não o expor é tornar-se num aliado silencioso da sua continuação", de acordo com informações do FBI citadas pela NBC News.

As duas cartas também estavam assinadas da mesma forma: "Sou KC e aprovo esta mensagem".

Um teste preliminar para confirmar se as cartas continham rícino -- um pó branco que é mortal ao ser inalado e depois de chegar à corrente sanguínea - teve resultado positivo.

De acordo com o FBI, "não há indícios" de que este caso esteja relacionado com as explosões de Boston.

Outros três pacotes suspeitos foram encontrados hoje em dois edifícios do Senado e no escritório de um senador no Michigan, mas desconhece-se, para já, se contêm alguma substância química.

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