Contagem de votos no meio de denúncia de fraudes

Mais de quatro horas depois do fecho das mesas de voto, que começou a partir das 18.00 locais (23.30 em Lisboa), ainda não tinham sido divulgados resultados oficiais. Oposição denuncia irregularidades e Twitter do candidato chavista foi alvo de piratas informáticos.

"Tivemos um processo eleitoral que decorreu de forma totalmente normal e tranquila", afirmou Sandra Oblitas, do Centro Nacional Eleitoral.

Os quase 19 milhões de eleitores foram chamados a eleger o sucessor de Hugo Chávez, falecido a 5 de março. A escolha era entre o seu herdeiro designado, Nicolás Maduro, e o candidato da oposição, Henrique Capriles.

Nas sondagens, Maduro surgia com uma media de dez pontos de vantagem sobre Capriles.

Nos momentos que antecederam o fecho das urnas, o Twitter de Maduro foi vítima de um pirata informático. O hacker, que se identifica como Lulz Security Pery, publicou quatro mensagens e alterou o perfil do candidato.

Capriles alertava, através do seu próprio Twitter, para a "intenção de querer mudar a vontade do povo".

O chefe da campanha de Maduro, Jorge Rodríguez, apelou aos venezuelanos para defenderem a democracia e a revolução nas ruas, mas em paz.

"Apelamos ao povo para se manter calmo, mas na rua, defendendo a pátria, defendendo a revolução, a democracia e a paz", disse Rodríguez em conferência de imprensa.

Questionado sobre o que implica o seu apelo à defesa da revolução, o responsável explicou que "amplos setores da população estão nas ruas" a celebrar, manifestando a sua alegria, enquanto a oposição "está a fazer apelos permanentes à violência e desestabilização".

Rodríguez garantiu que a candidatura de Maduro irá "reconhecer o resultado" das eleições, "seja ele qual for", mesmo que a oposição "vença por um voto".

"Defenderemos essa vitória com o povo da Venezuela", disse.

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