Anunciado fim de motim em prisão sem balanço de mortos

O Governo venezuelano anunciou hoje o fim de um motim iniciado a 22 de junho último numa prisão de Mérida, no oeste, e que terminou com um assalto da polícia militarizada e, segundo diferentes fontes, com cerca de 20 mortos.

A Guarda Nacional Bolivariana (GNB, polícia militarizada) conseguiu esta madrugada, após uma reconquista progressiva, "o controlo total e absoluto" do Centro Penintenciário da Região Andina (Cepra) num assalto em que "não ocorreram mortes", disse no Twitter o diretor de imprensa do Ministério do Interior, Jorge Galindo.

A ministra dos Serviços Penitenciários, Íris Varela, informou por sua vez ao canal estatal de televisão VTV que o motim terminou com a "rendição total dos violentos", sem precisar o número destes.

A prisão do estado de Mérida albergava cerca de 1.200 presos e há dias tinham sido "resgatados", segundo o Governo, 935 reclusos.

O Ministério Público informou em comunicado que o motim "iniciou-se a 22 de junho quando um líder dos reclusos, conhecido como "El Ever" tomou as instalações do Cepra, incluindo o anexo feminino e deslocou as reclusas para pavilhões masculinos".

O diretor do Observatório Venezuelano de Prisões (OVP), Humberto Prado, fez um balanço de um total de 18 presos mortos e cerca de 70 feridos, dois deles em estado grave, em declarações à Efe.

O OVP, formado por várias organizações não governamentais, assegura que no ano passado foram registados 560 mortos e 1.457 feridos nas prisões do país, que têm capacidade para cerca de 14.500 presos, mas que albergam cerca de 45.000.

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