Acidente de avião captado por câmaras de vigilância

Foram hoje divulgadas pelas autoridades norte-americanas novas imagens, captadas por câmaras de vigilância, da queda do avião da Asiana quando tentava aterrar no aeroporto de São Francisco, este verão.

O acidente, que aconteceu a 6 de junho, provocou a morte de três pessoas (uma delas atropelada nas operações de resgate) e cerca de 180 feridos. O Boeing 777 fazia a ligação Seul - São Francisco e levava a bordo 291 passageiros e 16 tripulantes, quando durante a aterragem se despenhou na pista, partiu a cauda e incendiou-se.

Hoje, o National Transportation Safety Board (NTSB) divulgou novas imagens do acidente, captadas por câmaras de videovigilância, na sequência do inquérito que decorre.

Já ontem foi tornado público, um resumo da entrevista do piloto Lee Kang-Kuk, em que este admitiu que se tinha sentido "muito stressado" quando fez a aproximação visual.

O instrumento do sistema de aterragem (ILS) de São Francisco estava fora de serviço desde junho devido a trabalhos de construção, exigindo aterragem manual.

Em circunstâncias normais, o ILS deixaria o piloto ver se estava demasiado alto ou baixo. Uma aproximação visual exige que se olhe pela janela e que se siga as sugestões do conjunto de luzes à beira da pista.

Questionado sobre o que pensava sobre a possibilidade de executar uma aproximação visual, o piloto respondeu: "Estava muito preocupado sim."

E quando lhe perguntaram o que o preocupara mais, o piloto mencionou a "abordagem instável", devido à perícia exigida para aterrar um avião a uma velocidade e direção precisas.

"Controlar a descida e o perfil lateral é muito 'stressante'", acrescentou o piloto, que tinha tinha 9.700 horas de experiência de voo, mas apenas 35 horas em Boeing 777.

O avião encontrava-se tão baixo antes da aterragem que um conjunto luminoso no fim da pista -- um auxílio visual essencial para a aterragem - mostrava quatro luzes vermelhas, uma situação que recomendava abortar a manobra.

O relatório final da NTSB é esperado para depois de meados de 2014. "Temos a oportunidade de nos assegurar de que as lições desta tragédia foram bem aprendidas e de que as circunstâncias não voltarão a repetir-se", disse a presidente do organismo, Deborah Hersman.

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