EUA admitem enviar "armas letais defensivas à Ucrânia"

Embaixador dos EUA, Robert Sherman, garante que militares só podem "ganhar tempo e espaço" para solução pacífica.

"[Vladimir] Putin tem três objetivos: destruir a União Europeia, destruir a NATO e garantir que se não ficar com a Ucrânia, não haverá Ucrânia para mais ninguém", garantiu o embaixador dos EUA, Robert Sherman, num seminário no ISCTE-IUL em Lisboa, sobre política externa americana. Para o diplomata, a América não afasta "nenhuma opção" para acabar com a guerra no Leste da Ucrânia entre separatistas pró-russos e exército de Kiev e admite que Washington envie "armas letais defensivas" aos militares ucranianos.

Para Sherman, a crise na Ucrânia não tem solução militar: "O exército ucraniano não vai derrotar o exército russo." O que se pode obter pelas armas "é tempo e espaço para que as instituições políticas encontrem uma solução pacífica".

Apresentado pelos professores Nuno Guimarães e Luís Nuno Rodrigues, Sherman admitiu que o mundo já não se divide entre "os bons e os maus", está "cada vez mais complexo". Exemplo disso é que "se Putin pode ser questionado pela forma como age na Ucrânia, a Rússia é um parceiro" nas negociações sobre o nuclear iraniano. Já o Irão está a tentar uma abertura, apesar de "não haver garantias que as negociações sejam bem-sucedidas".

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