Este homem a quem chamo pai

Idi Amin Dada, um "Hitler em África" para os críticos, um pai "fantástico" para Jaffar.

A 11 de abril de 1979, Sua Excelência o Presidente Vitalício, Marechal de Campo Al-Hadji Doutor Idi Amin, VC, DSO, MC, CBE, Senhor de todos os Animais da Terra e Peixes do Mar e Conquistador do Império Britânico de África em geral e do Uganda em Particular, foi deposto por uma insurreição rebelde.

Para a maioria das pessoas, o reinado de oito anos de Amin é recordado sobretudo pela sua violência. Nove mil soldados "desleais" - dois terços do exército ugandês - foram executados durante o primeiro ano de Amin no poder. Supostas ameaças entre a população civil - Janani Luwum, o arcebispo da Igreja do Uganda, por exemplo - eram não só executadas sumariamente mas também obrigadas a fazer o trabalho elas próprias e espancarem-se umas às outras até à morte. Ao longo da vida, rumores de canibalismo seguiram Amin, tendo sido dito que guardava as cabeças decapitadas dos seus rivais num congelador. Um obituário no Guardian, depois da sua morte em 2003, descrevia o líder ugandês como "um dos mais brutais ditadores militares a deter o poder na África pós-independência". É difícil definir sem margem para dúvida o número exato de mortes pelas quais ele pode ser acusado, mas a BBC estimou o número em cerca de 400 mil.

Há quem diga que o homem é mais do que os números. Uma das pessoas que dá mais voz à sua defesa não é outro senão Jaffar Amin, o décimo dos quarenta filhos oficialmente reconhecidos do falecido ditador, de sete mulheres oficialmente reconhecidas.

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