Espião da coligação ajudou três raparigas britânicas a entrar na Síria

Ministro dos Negócios Estrangeiros turco confirmou que espião foi detido, mas não confirmou para que país da coligação que combate o Estado Islâmico reportava.

As três adolescentes britânicas, que em fevereiro fugiram de casa para se juntarem ao Estado Islâmico, foram ajudadas a entrar na Síria por um espião de um país da coligação que combate o grupo terrorista. A revelação foi feita por Mevlut Cavusoglu, ministro dos Negócios Estrangeiros turco, a um canal de televisão da Turquia, citado pela Reuters.

"Ele foi apanhado. É alguém que trabalha para os serviços de inteligência de um país da coligação", explicou Cavusoglu, confirmando a detenção do espião. No entanto, o ministro turco não especificou qual o país que o espião reportava, garantindo que não se trata de nenhuma nação europeia, nem dos Estado Unidos. Fazem também parte da coligação a Arábia Saudita, Qatar, Jordânia, Bahrain, Austrália e Canadá. Cavusoglu disse ainda que partilhou a informação com o seu homólogo britânico, Philip Hammond, que lhe terá respondido "como é normal".

Shamima Begum e Amira Abase, ambas de 15 anos, e Kadiza Sultana, de 16, viajaram do Reino Unido para Istanbul a 17 de fevereiro e terão entrado na Síria três dias depois. As três amigas, que frequentam a Bethnal Green Academy, uma instituição de ensino na zona leste de Londres, terão seguido o exemplo de um dos seus amigos, que fugiu em dezembro passado para ingressar no grupo 'jihadista' Estado Islâmico.

Shamima, Amira e Kadiza despediram-se dos pais dizendo que iam estar fora um dia, mas não voltaram. Apesar dos apelos das autoridades e das famílias das jovens, as raparigas não foram encontradas.

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