Equador decide hoje sobre pedido de asilo de Assange

Diplomacia equatoriana deve pronunciar-se hoje sobre pedido de asilo de fundador do WikiLeaks, refugiado na embaixada deste país em Londres desde terça-feira.

Julian Assange passou a sua segunda noite na embaixada do Equador, onde se refugiou terça-feira à tarde numa derradeira tentativa de evitar a sua extradição para a Suécia e comprometendo a sua imagem de independência, ao apoiar-se cada vez mais em regimes radicais de esquerda.

Representante desta corrente na América do Sul e fortemente anti-americano, o Presidente equatoriano Rafael Correa garantiu que levará o "tempo necessário" para responder ao pedido de asilo do fundador do WikiLeaks.

"Levaremos o tempo necessário, uma vez que se trata de um assunto muito sério que encaramos com responsabilidade total", disse Correa à cadeia de televisão latino-americana Telesur no Rio de Janeiro, à margem da Cimeira da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20.

Anteriormente, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros do Equador, Marco Albuja, afirmara à cadeia australiana ABC que uma decisão seria tomada "nas próximas 24 horas", ou seja, até à tarde de hoje, quinta-feira.

Correa disse que o seu país se preocupa com o "perigo de uma condenação à morte" do fundador do WikiLeaks nos Estados Unidos. "Na nossa Constituição, a pena de morte não é permitida", sublinhou.

Embora Assange invoque regularmente o perigo de ser extraditado para os Estados Unidos, onde poderia ser condenado à morte em sua opinião, não foi até agora iniciado qualquer procedimento judicial contra aquele. O 'site' de Assange foi responsável pela divulgação de milhares de documentos confidenciais norte-americanos.

O chefe de Estado equatoriano considerou que, "se por causa de um pedido de asilo, as relações [do seu país] com Inglaterra forem afetadas, as relações entre os Estados Unidos e a América Latina deveriam ser completamente afetadas, porque todos os corruptos do Equador, os banqueiros que arruinaram o país pediram asilo aos EUA".

Assange refugiou-se terça-feira na embaixada do Equador em Londres para evitar a extradição para a Suécia no âmbito de um caso de violação e agressão sexual.

O fundador do WikiLeaks nega as acusações, considerando ser alvo de um 'complot' dos EUA, onde teme ser condenado à morte por espionagem depois da divulgação pelo seu sítio na Internet de milhares de documentos confidenciais norte-americanos.

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