Engenheiro diz que a Atlântida ficava no mar Egeu

O engenheiro espanhol Paulino Zamarro defendeu hoje que a mítica Atlântida existiu de facto e foi uma grande ilha no centro do mar Egeu.

Numa conferência na cidade de Santo Domingo, República Dominicana, Zamarro defendeu que a ilha desapareceu submergida no Mediterrâneo no ano de 5500 a.C., quando as águas do Atlântico romperam um istmo entre África e a Europa, onde hoje fica o estreito de Gibraltar.

"Quando se rompeu o istmo de Gibraltar e foi inundado o Mediterrâneo, a Atlântida foi rapidamente submergida pelas águas", disse à EFE o engenheiro, autor do livro "O Estreito de Gibraltar e a Atlântida: A Chave Está nos Estreitos".

"Foi possível constatar sem dúvida alguma que existiu um istmo no que hoje é o estreito de Gibraltar", sendo o seu rompimento "um suporte físico credível de que a Atlântida desapareceu nessa data", adiantou.

A principal prova científica, disse, é uma alteração de salinidade registada nessa data pelas águas do mar Negro, comprovado por provas de carbono 14, também devido ao avanço das águas do Atlântico, que levou uma subida do nível das águas mediterrânicas.

Um grande tsunami terá estado na origem da entrada das águas atlânticas pelo Mediterrâneo.

Outras teorias mais antigas apontavam para a existência da Atlântida em pontos da atual Grécia, como Creta ou Santorini.

"A vantagem da minha teoria, além de introduzir uma sólida base científica, é que contém um mapa a partir do qual se pode tratar de investigar num lugar concreto", adiantou o investigador espanhol.

No fundo do mar estarão restos de construções ou ferramentas, mas provavelmente de tipo simples, pois "a Atlântida seguramente não foi mais do que uma civilização neolítica avançada para o seu tempo".

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