Ellen Johnson Sirleaf diz que prémio é para "todo o povo liberiano"

A Presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, uma das três premiadas com o Nobel da paz, declarou hoje em Monróvia que este "é um prémio para todo o povo liberiano".

"Estou muito satisfeita com este prémio que é o resultado dos meus anos de luta pela paz neste país", saído em 2003 de 14 anos de guerra civil, afirmou a Presidente à imprensa, lembrando que "é um prémio partilhado" com a compatriota pacifista Leymah Gbowee e, portanto, "um prémio para todas as mulheres liberianas".

"Isto significa que devemos trabalhar pela paz", disse a Presidente diante da sua residência em Monróvia.

Reconheceu que "neste período político", em que se recandidata às presidenciais, o prémio é "muito significativo" para si.

Na terça-feira realizam-se na Libéria eleições presidenciais, além de legislativas.

Sirleaf, a primeira mulher a ser eleita chefe de Estado em África, é candidata a um segundo mandato de cinco anos.

A Presidente liberiana é criticada por não manter as promessas a nível económico e social e, sobretudo, por não se ter envolvido suficientemente na reconciliação do país, após guerras civis que, de 1989 a 2003, causaram cerca de 250.000 mortos.

É igualmente acusada de ter apoiado, no início dos anos 90, o antigo senhor de guerra Charles Taylor, julgado por um tribunal internacional por crimes contra a humanidade.

O Nobel da paz 2011 foi atribuído a Ellen Johnson Sirleaf, à militante Leymah Gbowee e à jornalista iemenita Tawakkul Karman, a primeira mulher árabe a receber o prestigiado galardão.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG