Draghi exige "muito mais trabalho". Krugman alerta para "pesadelo" do Grexit

Presidente do BCE diz haver mecanismos para lidar com nova crise grega. Em Atenas, o Nobel da Economia criticou a austeridade.

Com o tempo a esgotar-se para Atenas chegar a acordo com os credores antes de ter de pagar salários e pensões já no final deste mês e os mil milhões da dívida ao Fundo Monetário Internacional que expiram em maio, a pressão sobre a Grécia aumenta. Presente em Washington para a reunião de primavera do Banco Mundial e do FMI, Draghi exigiu ontem "muito mais trabalho" ao governo de Alexis Tsipras se quer evitar o default.

O presidente do Banco Central Europeu (BCE) exigiu às autoridades gregas que apresentem aos parceiros europeus reformas que garantam "crescimento e estabilidade fiscal e financeira". Quanto aos riscos de contágio em caso de bancarrota grega, Draghi explicou que "temos agora instrumentos que, apesar de terem sido pensados para outro fim, poderiam ser usados em tempo de crise".

Um desses instrumentos são as transações monetárias definitivas (OMT, na sigla em inglês) ao abrigo do qual o BCE compra dívida pública em mercado secundário, com maturidade até três anos, de países solventes mas sob pressão dos mercados. Criado em 2012 para combater o risco de desintegração da zona euro, é diferente do quantitative easing. Este implica também a compra de obrigações do Tesouro, mas as políticas de alívio quantitativo visam todos os países do euro - ou pelo menos um número alargado - e o seu objetivo final é gerar inflação, sendo secundário o impacto direto nos preços. No caso das OMT, o objetivo é baixar os custos de financiamento de economias solventes, mas de cuja solidez fiscal e financeira os investidores duvidam.

Leia mais na edição impressa e no epaper do DN

Mais Notícias

Outras Notícias GMG