Dilma perde o terceiro ministro do segundo mandato

Thomas Traumann, que tinha a pasta da Comunicação Social, pediu a demissão depois de ter criticado o governo de Dilma Rousseff num documento interno.

A presidente brasileira, Dilma Rousseff, aceitou o pedido de demissão de Thomas Traumann, agradecendo a sua "competência, dedicação e lealdade" no seu período como ministro e porta-voz.

No comunicado, não foi revelado o nome do sucessor do ministro, nem apontadas razões para a demissão. Contudo, esta surge depois de, na semana passada, ter sido divulgado um documento interno do governo, da responsabilidade de Traumann, criticando a forma como o executivo tem gerido a crise económica. O texto falava na existência de um "caos político".

Traumann é o terceiro ministro a deixar o cargo no segundo mandato de Dilma Rousseff, que tomou posse a 1 de janeiro deste ano. Além dele já saíram também o ministro da Educação, Cid Gomes, e o responsável pela Secretaria de Assuntos Estratégicos, Marcelo Néri.

Há uma semana, a presidente foi obrigada a afastar Cid Gomes, depois de ele acusar os políticos aliados de serem "achacadores", isto é votavam contra o governo só para incomodar o executivo. Gomes foi substituído interinamente por Luiz Cláudio Costa.

Já Marcelo Néri deixou o governo em fevereiro (não foram reveladas as razões), sendo substituído pelo professor Mangabeira Unger, que já tinha estado à frente da pasta de Assuntos Estratégicos entre 2007 e 2009, durante o governo do ex-presidente Lula da Silva.

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