Da entrega de pizas aos atentados: a radicalização de Cherif Kouachi

O franco-argelino de 32 anos radicalizou-se no início dos anos 2000, tendo sido detido em 2005 e de novo em 2010. Polícia perdeu-lhe o rasto até ao ataque de quarta-feira.

Foi um bilhete de identidade esquecido num dos carros usados para fugirem do local do ataque às instalações do Charlie Hebdo que pôs a polícia na pista dos irmãos Kouachi. Said, o mais velho, e Cherif, o aparente cérebro do atentado e velho conhecido da polícia, terão agido com um terceiro homem encapuzado, Hamyd Mourad, de 18 anos e cunhado de um dos irmãos, que entretanto se rendeu à polícia.

De pais argelinos, os irmãos Kouachi ficaram órfãos ainda crianças e cresceram numa instituição de Rennes. De volta a Paris em 2003, com um diploma de professor de Desporto no bolso, o jovem Cherif ganhava a vida a distribuir pizas, enquanto sonhava com uma carreira como rapper, se preocupava com as namoradas e fumava uns charros. Num documentário de 2005 da France 3, pode ver-se Cherif de calças de ganga e camisola larga a cantar um rap em inglês. "Ele nunca tinha pensado muito no islão", explicou ao Libération o antigo advogado, Vincent Ollivier.

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