Obiang satisfeito com entrada de Guiné Equatorial na CPLP

O Presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, disse hoje estar satisfeito com a entrada do seu país na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), cuja cimeira decorre hoje em Díli.

Obiang foi hoje chamado, "como membro pleno", para se sentar à mesa onde se encontravam chefes de Estado e de Governo dos oito países que compõem a CPLP, durante a sessão solene de abertura da conferência.

No final desta sessão, o Presidente equato-guineense, foi questionado pelos jornalistas sobre se estava satisfeito com a entrada na CPLP - que deverá ser decidida hoje -, ao que respondeu apenas "sim", palavra que repetiu várias vezes, acrescentando depois: "Satisfeito", com uma pronúncia marcadamente espanhola.

"Muy satisfeito", novamente a misturar o espanhol, a língua materna do seu país, e o português, que está a aprender, foi a resposta que deu, de seguida, à pergunta sobre se estava à espera que a adesão acontecesse neste momento, que também respondeu afirmativamente.

O Presidente já não respondeu se o seu país já é membro de pleno direito da comunidade lusófona.

Segundo a agenda da X conferência de chefes de Estado e de Governo que hoje decorre em Díli, após a sessão restrita, "apenas os Estados-membros" da CPLP reúnem-se numa sessão restrita, em cujo programa está prevista uma decisão sobre a recomendação relativa à adesão da Guiné Equatorial à comunidade.

Os chefes de diplomacia dos 'oito' recomendaram em fevereiro a adesão da Guiné Equatorial, país com estatuto de observador associado desde 2006, considerando que o país havia cumprido as condições estipuladas antes: a promoção da língua portuguesa e a abolição da pena de morte.

Malabo introduziu o português como língua oficial, a par do espanhol (a língua falada pela maioria da população) e do francês. O governo equato-guineense anunciou em fevereiro que o Presidente havia decretado a suspensão da pena de morte.

O ministro português de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, disse não ter ficado "surpreendido" com a participação do Presidente Teodoro Obiang como "membro pleno" na sessão de abertura, mas salientou que ainda não houve deliberação dos chefes de Estado e de Governo sobre a adesão da Guiné Equatorial.

"Ainda vamos decidir isso", afirmou, referindo depois que "é esperado" que este país venha a ser membro de pleno direito.

Também questionado sobre se tinha ficado surpreendido por a Guiné Equatorial ter sido chamada durante a sessão de abertura, o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, não quis responder, dizendo apenas: "Falamos mais tarde".

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