Médica brasileira acusada de matar sete doentes

Antiga chefe da unidade de Cuidados Intensivos do hospital Evangélico de Curitiba terá, com outras sete pessoas, antecipado a morte de doentes ali internados. Esteve presa um mês, mas vai aguardar julgamento em liberdade.

Virgínia Soares de Souza foi libertada na semana passada, depois de um mês na cadeia, e vai aguardar o julgamento em liberdade. A médica está acusada de homicídio qualificado de sete doentes do Hospital Evangélico de Curitiba, mas ainda prossegue a investigação relativamente a este caso, havendo suspeitas sobre, pelo menos, outras 20 mortes.

De acordo com a investigação, a antiga chefe de serviço da unidade de Cuidados Intensivos daquele hospital, outros três médicos, três enfermeiros e uma fisioterapeuta trabalhariam em equipa para antecipar a morte de doentes que ali estavam internados com o objetivo de esvaziar camas. No entanto, há suspeitas de que alguns desses pacientes estariam conscientes quando a máquina era desligada.

A médica sempre alegou que estava inocente. "Nunca fui negligente, nunca fui imprudente, nunca tive uma infração ética registada, uma queixa e exerci a medicina de forma consciente e correta", afirmou ao programa "Fantástico".

"Nós poderemos, em breve, provar que tudo que aconteceu naquela unidade tem justificativa na literatura médica", afirmou o advogado Elias Mattar Assad.

Virgínia Soares de Souza foi detida a 19 de fevereiro e libertada na quarta-feira passada, 20 de março.

Desde que o caso foi tornado público que o número de denúncias tem vindo a aumentar.

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