Máscara do juiz do "mensalão" lidera vendas para o carnaval

O juiz brasileiro responsável pelo caso do "mensalão", Joaquim Barbosa, inspirou uma máscara de carnaval que já lidera as vendas em lojas de adornos e fantasias no Rio de Janeiro, com mais de 35 mil disfarces comercializados.

"Já vendemos mais de 35 mil máscaras [somente do juiz] e a previsão é de que ainda saiam de 15 a 20 mil. Todos os pedidos que chegam vêm com o Joaquim [Barbosa]", contou à Lusa Olga Valles, proprietária da Fábrica Condal, que fabrica o produto.

Segundo Olga, a escolha das personalidades que recebem a homenagem são baseadas nas notícias que dominaram a imprensa a cada ano, lembrando sempre que no Brasil a cultura carnavalesca é mais "elogiosa" do que de "burla".

"Escolhemos as pessoas que estão em evidência, mas as de políticos nunca são as que mais vendem, fazemos porque já se tornou a nossa vocação, o público sempre pede", afirmou a proprietária, natural de Barcelona, há 18 a viver no Brasil.

As máscaras fabricadas pela empresa tentam reproduzir os traços e feições reais da personalidade retratada, sem caricaturas ou zombarias.

Barbosa é retratado com uma feição séria, utilizando óculos de grau ovalados, como de costume.

Negro e de origem humilde, o juiz tornou-se popular entre os brasileiros ao atuar como o relator do caso do "mensalão", que levou à condenação de políticos importantes no Brasil, entre eles o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu.

Nas poucas aparições públicas no Rio de Janeiro, em cafés ou livrarias, o juiz é constantemente assediado, com cumprimentos, elogios e até pedidos de fotos.

A segunda promessa de venda para a edição do carnaval deste ano parece ser a do jogador de futebol brasileiro Neymar, apostou Olga.

Os números, no entanto, ainda não são comparáveis, já que as máscaras de Neymar acabam de "sair do forno".

"A do Neymar acabou de ser fabricada e já foram vendidas 4.000 unidades", revela.

Fundada em 1954 pelo artista plástico espanhol Armando Valles, a Condal é a principal fábrica de máscaras para carnaval no Rio de Janeiro. Olga, viúva de Valles, assumiu o controlo dos negócios após a morte do marido.

"Era o grande sonho dele. Tornei o sonho dele o meu também", disse.

Entre as máscaras de políticos vendidas na edição deste ano estão ainda a da atual Presidente Dilma Rousseff e do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva que, nos seus tempos áureos, também bateu o recorde de vendas.

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