José Dirceu diz que sentença é "injusta"

O ex-ministro brasileiro José Dirceu, condenado esta segunda-feira a dez anos e dez meses de prisão no julgamento do caso "Mensalão", considerou ser "injusta a sentença", aludindo ao seu passado de luta pela Democracia.

"Dediquei minha vida ao Brasil, à luta pela democracia e ao PT [Partido dos Trabalhadores]. Na ditadura, quando nos opusemos, colocando em risco a própria vida, fui preso e condenado. Banido do país, tive a minha nacionalidade cassada, mas continuei a lutar e voltei ao país clandestinamente para manter nossa luta. Reconquistada a Democracia, nunca fui investigado ou processado", refere uma nota divulgada hoje em seu sítio oficial na internet.

O ex-ministro - condenado como o "mentor" do esquema de corrução ocorrido durante os primeiros anos do mandato do Presidente Lula da Silva - sublinha que entrou e saiu do Governo "sem património" e que foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal "sem provas concretas" que atestem seu envolvimento no esquema.

"Não me calarei e não me conformo com a injusta sentença que me foi imposta. Vou lutar mesmo cumprindo pena. Devo isso a todos os que acreditaram e ao meu lado lutaram nos últimos 45 anos, me apoiaram e foram solidários nesses duros anos na certeza de minha inocência e na comunhão dos mesmos ideais e sonhos", conclui.

Descoberto em 2005, o "mensalão", como ficou conhecido, consistia num esquema ilícito de compra de votos parlamentares em troca de apoio político para os projetos do Governo, então comandado por Lula da Silva.

Dirceu, que à época ocupava o cargo de ministro da Casa Civil, foi condenado por associação criminosa e corrupção ativa, como o grande "cabeça" do esquema.

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