FAO diz que investimento no combate à fome é insuficiente

O diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, considerou hoje em Maputo que o investimento da organização nos estados-membros da CPLP é insuficiente para responder aos desafios de combate à fome e segurança alimentar nos países lusófonos.

"Hoje, a FAO executa projetos na ordem dos 200 milhões de dólares (163 milhões de euros ao câmbio atual) nos países da CPLP. " primeira vista pode parecer uma cifra alta, mas representa menos de um dólar por cada um dos 250 milhões de habitantes dessa comunidade", disse o responsável brasileiro do fundo das Nações Unidas para a agricultura e alimentação.

Falando durante a sessão de abertura da IX cimeira da CPLP, que começou hoje de manhã em Maputo, Graziano da Silva congratulou-se pelo tema central escolhido para o encontro: A CPLP e os Desafios na Segurança Alimentar e Nutrição.

"Coloca a luta contra a fome onde ela deve exatamente estar: no centro da agenda política dos países dessa comunidade", disse o diretor-geral da FAO.

"A criação de um conselho integrado na CPLP e também por representantes da sociedade civil do setor privado confere ainda mais legitimidade nos esforços de combate à fome e à promoção da segurança alimentar", acrescentou.

Anunciando a abertura de um "escritório-delegação" da FAO junto da CPLP e do Governo português, em Lisboa, prevista para o próximo mês, Graziano da Silva sublinhou que a iniciativa vai reforçar a ação da organização junto do bloco dos países lusófonos.

O diretor-geral da FAO apelou ainda a um esforço dos governos para que coloquem "o combate à fome" no topo das suas agendas políticas.

"Se a fome estiver no topo das agendas dos governos e se isso se traduzir em ações e compromissos concretos temos todas as condições para erradicá-la durante a nossa geração", concluiu.

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