Ex-presidente do partido de Rousseff e Lula condenado a seis anos de prisão

José Genoino, ex-presidente do partido da chefe de Estado brasileira, Dilma Rousseff, e do seu antecessor, Lula da Silva, foi condenado hoje a seis anos e 11 meses de prisão pelo seu envolvimento no "mensalão".

Genoino era o único réu condenado no âmbito deste caso que ainda possuía um cargo no Governo, como assessor especial do Ministério da Defesa.

Ao ser considerado culpado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em outubro, demitiu-se e hoje conheceu a pena.

O "mensalão" era o esquema de compra de votos de parlamentares da coligação do Governo brasileiro durante a Presidência de Lula da Silva, cuja ação penal está a ser julgada no STF, a mais alta corte do Brasil, há dois meses.

A pena de Genoino refere-se aos crimes de associação criminosa e corrupção ativa, e poderá ser cumprida em regime semi-aberto porque o Código Penal Brasileiro apenas obriga o regime fechado aos casos de penas maiores de oito anos. Essa decisão ainda será tomada pelo STF.

Além da prisão, Genoino foi condenado a pagar multa de 468 mil reais (179 mil euros).

O tribunal condenou 25 dos 37 réus do "mensalão" e, até ao momento, puniu cinco deles, entre os quais o ex-ministro da Casa Civil e braço direito de Lula da Silva, José Dirceu.

Tanto Dirceu como Genoino são conhecidos pela sua luta contra a ditadura militar brasileira (1964-1985) e pela perseguição que sofreram do regime. O ex-ministro foi condenado hoje a 10 anos e 10 meses de prisão.

Os outros réus condenados são o empresário Marcos Valério, condenado a mais de 40 anos de reclusão, os seus dois ex-sócios, Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, a 29 anos e a quase 26 anos, respetivamente, e a sua ex-funcionária, Simone Vasconcelos, a mais de 12 anos.

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