Ex-ministro José Dirceu condenado a 10 anos de prisão

José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil do Brasil e braço direito do ex-Presidente Lula da Silva, foi hoje condenado a 10 anos e 10 meses de prisão por ser o mentor do caso de corrupção conhecido como "mensalão".

O "mensalão" era o esquema de compra de votos de parlamentares da coligação do Governo brasileiro durante a presidência de Lula da Silva, cuja ação penal está a ser julgada há dois meses no Supremo Tribunal Federal (STF), a mais alta instância do Brasil.

Dirceu foi condenado por associação criminosa e por corrupção ativa, e deverá cumprir a reclusão em regime fechado, prevista no Código Penal Brasileiro para penas maiores de oito anos. O réu também terá de pagar multa de 676 mil reais (259,7 mil euros).

A sessão de hoje do STF foi marcada por uma discussão entre os magistrados relator, Joaquim Barbosa, e revisor do processo, Ricardo Lewandowski, que levou o segundo a abandonar o plenário.

Lewandowski alegava que o núcleo criminoso que deveria ter as penas atribuídas hoje era o financeiro, com os réus ligados ao Banco Rural, e não o político, conforme Barbosa determinou.

O tribunal condenou 25 dos 37 réus do processo e, até ao momento, sentenciou a pena de cinco deles.

O empresário Marcos Valério, operacional do esquema, foi condenado a mais de 40 anos de reclusão; os seus dois ex-sócios, Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, a 29 anos e a quase 26 anos, respetivamente; e a sua ex-funcionária Simone Vasconcelos a mais de 12 anos.

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