Ex-banqueiros condenados a mais de 16 anos de prisão

O Supremo Tribunal Federal do Brasil (STF) atribuiu hoje penas ao chamado "núcleo financeiro" do mensalão, com condenações superiores a 16 anos para a ex-presidente e o ex-vice-presidente do Banco Rural.

A dona e ex-presidente do Banco Rural, Kátia Rabello, foi condenada por associação criminosa (2 anos e 3 meses), branqueamento de capitais (5 anos e 10 meses), gestão fraudulenta (4 anos) e evasão de divisas (4 anos e 7 meses).

No total, sua pena soma 16 anos e oito meses de prisão, além de uma multa de 1,5 milhões de reais (570 mil de euros).

Pena idêntica foi conferida ao ex-presidente da instituição financeira, José Roberto Salgado, condenado ainda a pagar uma multa de um milhão de reais (380 mil euros).

Vinícius Samarane, que na altura dos acontecimentos era diretor e hoje ocupa a vice-presidência do Banco Rural, foi condenado a oito anos e nove meses de prisão, por branqueamento de capitais e gestão fraudulenta, além de uma multa de 598 mil reais (227 mil euros).

Na acusação do Ministério Público brasileiro, o Banco Rural aparece no esquema por fazer passar 32 milhões de reais (12,5 milhões de euros) para o Partido dos Trabalhadores (PT) e para o empresário Marcos Valério, ajudando no esquema de compra de votos parlamentares descoberto durante o primeiro mandato do Presidente Lula da Silva.

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