Dilma não falará de 'mensalão' enquanto governar

A Presidente brasileira, Dilma Rousseff, afirmou hoje que não fará observações sobre o julgamento do "mensalão" enquanto ocupar o cargo, em entrevista à rádio de Campinas, cidade no interior de São Paulo.

"Eu não faço observações, críticas ou análises a respeito de sentenças da Suprema Corte (Tribunal Supremo) do meu país, e acho que esse é um procedimento exigido dos presidentes dos Poderes, não é só de mim, no sentido de respeito ao outro Poder e de convivência harmónica pois, caso contrário, eu estaria desrespeitando a Constituição", disse.

O julgamento do suposto esquema de compra de votos de parlamentares em 2005, durante o Governo de Luiz Inácio Lula da Silva, pelo Supremo Tribunal Federal brasileiro resultou na condenação de 25 réus e no pedido de prisão de 12.

Um deles, o ex-diretor do banco do Brasil Henrique Pizzolato, fugiu para Itália.

Entre os reclusos, estão o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, e o deputado federal José Genoino, afastado do cargo. Sobre o segundo, Rousseff afirmou na entrevista que tem uma "doença extremamente grave no coração" e que precisa de cuidados. O Ministério Público está a analisar o pedido de prisão domiciliária.

Rousseff realçou que tem relações pessoais com a família de Genoino. "Eu estive encarcerada com a mulher do Genoino, que se chama Rioko, durante o período da ditadura militar. Manifestei a minha preocupação com a saúde dele em caráter pessoal", disse.

O presidente do tribunal, Joaquim Barbosa, determinou na terça-feira o cumprimento de penas alternativas impostas a três condenados: o ex-deputado José Borba, o tesoureiro informal do Partido Trabalhista brasileiro, Emerson Palmieri, e o empresário Enivaldo Quadrado. Eles terão de pagar multas que serão depois direcionadas a favor de alguma entidade pública.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG