Cadáveres de 40 bebés amontoados em hospital

O Ministério Público brasileiro está a investigar a descoberta macabra no Hospital Pedro Ernesto, no Rio de Janeiro. Há corpos de recém-nascidos amontoados na morgue, alguns nem sequer identificados.

É um dos principais hospitais públicos do Rio de janeiro, uma referência em obstetrícia, mas agora está no centro de uma história macabra: há 40 cadáveres de bebés na morgue, alguns há quatro anos, muitos deles por identificar.

A descoberta foi feita na sequência do caso de uma mulher toxicodependente que deu à luz um bebé prematuro, que acabou por morrer, a 29 de agosto de 2012, ainda no hospital. O corpo do bebé foi para a morgue, à espera dos documentos que permitissem que fossem sepultado. A mãe já abandonara a criança, pelo que o hospital contactou o Juizado de Infância e Juventude (que corresponde ao nosso Tribunal de Menores), como obriga a lei. Mais de um ano depois, de acordo com a história revelada pelo programa Fantástico, da Globo, este organismo contactou o hospital para encerrar o processo e descobriu que, afinal, o bebé não havia sido enterrado.

A partir daqui, descobriu-se que havia muitos outros casos. Alguns corpos estavam na morgue há quatro anos; outros, mais precisamente 15, nem sequer estavam identificados.

De acordo com o diretor do hospital, Rodolfo Acatuassú Nunes, o problema tem origem na disfunção social: as pessoas não vão buscar os corpos dos filhos. O juizado de Infância e Juventude alega que só intervém para que o funeral possa ser realizado. O diretor do hospital lembra que não há um prazo para proceder ao enterro e que há sempre a esperança de que apareça um familiar para reclamar o corpos.

Nestes 40 casos isso não aconteceu e os cadáveres foram ficando na morgue. O Ministério Público vai requerer exames de ADN de todos os corpos e o diretor do hospital terá de prestar declarações. Depois de esclarecida o caso de cada um daqueles bebés, haverá, finalmente, um funeral digno para todos.

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