Condições russas são "inaceitáveis", acusa presidente da Ucrânia

Durante um intervalo na cimeira de Minsk, que dura há mais de 12 horas, Petro Poroshenko, o presidente ucraniano, revelou que ainda não há acordo de paz devido às exigências russas.

A cimeira de Minsk, onde líderes mundiais tentam encontrar uma solução para o conflito ucraniano, foi interrompida sem "boas notícias" devido às condições "inaceitáveis" que a Rússia está a impor, disse à AFP o Presidente ucraniano Petro Poroshenko.

"Infelizmente ainda não há boas notícias. Há condições que considero inaceitáveis", disse Poroshenko, recusando dar mais pormenores.

"O processo [negocial] continua", acrescentou.

As declarações do Presidente ucraniano vão no sentido contrário às de uma fonte diplomática que tinha anteriormente dito à AFP que um acordo de paz estava no horizonte.

"Há esperança que um acordo seja assinado pelo grupo [trilateral] de contacto", composto por representantes da Rússia, Ucrânia, Organização para a Segurança e Cooperação na Europa e rebeldes pró-Moscovo, indicou a fonte.

Segundo fontes citadas pela agência russa Interfax, na reunião foi elaborado um documento que será assinado pelo Grupo de Contacto para a Ucrânia, texto que, contudo, não é conhecido, mas que alguns meios de comunicação dizem prever um cessar-fogo dentro de 48 horas.

Após o intervalo, segundo a agência Reuters, os líderes da Alemanha, França, Ucrânia e Rússia voltaram à mesa das negociações, pelas 8.00, hora portuguesa. A reunião prologa-se há mais de 12 horas.

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