Comandante "estava a tentar arrombar a porta" do cockpit para conseguir entrar antes da queda do A320

Na gravação da caixa negra do avião que caiu nos Alpes é possível ouvir o copiloto a tentar voltar ao 'cockpit', primeiro "batendo suavemente" e depois " a tentar arrombar" a porta. Sem resposta.

Fonte da investigação à queda do avião da Germanwings que se despenhou nos Alpes franceses, vitimando 150 pessoas, relatou ao jornal norte-americano New York Times parte do que se ouve na gravação da primeira caixa negra resgatada. O registo sonoro mostra que um dos pilotos não estava no cockpit na altura do acidente. E mais, que começou a tentar entrar um pouco antes, mas nunca teve resposta.

O relato parece apenas adensar o mistério sobre as razões que levaram à queda do aparelho, na terça-feira de manhã. Segundo o mesmo oficial, que pediu anonimato ao New York Times por ainda estarem a decorrer as investigações, os dois pilotos tiveram uma conversa "muito educada, muito calma" na primeira parte do voo entre Barcelona e Dusseldorf. Depois, a gravação indica que um dos pilotos saiu do 'cockpit' e não voltou a entrar.

"O homem que estava fora começou a bater suavemente na porta e não houve qualquer resposta", referiu o investigador. Seguindo-se depois batidas mais fortes na porta e o som claro de que "ele estava a tentar arrombar a porta".

Por perceber ficam os motivos que levaram o copiloto a sair do cockpit e também porque o comandante não lhe abriu a porta. A certeza, refere o mesmo oficial, é que "mesmo no final do voo, o outro piloto estava sozinho e não abriu a porta".

O grupo alemão Lufthansa, ao qual pertence a companhia Germanwings, não confirma a informação avançada pelo jornal norte-americano.

Em declarações à agência noticiosa DPA, um porta-voz da Lufthansa disse "não ter atualmente nenhuma informação que possa confirmar a notícia do diário New York Times", numa referência à notícia divulgada na madrugada de que aos comandos do aparelho estava apenas um dos pilotos.

No entanto, a companhia alemã comprometeu-se a divulgar toda a informação da tragédia, onde morreram 150 pessoas, e apelou a que não seja dado crédito a "especulações" sobre as causas do acidente do voo 9525 entre Barcelona e Düsseldorf.

Segundo o Le Figaro, o copiloto - que a Lufthansa já confirmou ter entrado para a companhia em 2013, tendo cerca de 600 horas de voo - é natural de Montabaur, no oeste da Alemanha, onde vivia com os pais. Tinha também um apartamento em Düsseldorf. A informação foi avançada pelo município à agência alemã DPA. Já sobre o comandante, a Europe 1 cita um amigo que sublinha que se tratava de um homem de família, responsável e apreciado, "um dos melhores".

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