CIA mantinha presos sem dormir mais de uma semana

Programa de "combate ao terrorismo" revelou-se improdutivo e ineficaz. Agência pôs em prática uma série de procedimentos que violam elementares direitos humanos

Presos forçados a permanecerem acordados por mais de 180 horas (uma semana), outros interrogados dias a fio, ameaças de violência sexual e de assassínio dos seus familiares, encenação de execuções, simulação de afogamentos, prática generalizada tortura - nada foi poupado pela CIA na "guerra contra o terrorismo" desencadeada após os atentados do 11 de setembro de 2001.

Estes e outros detalhes constam de um relatório de 528 páginas ontem divulgado pela Comissão para os Serviços de Informações do Senado dos Estados Unidos, onde se passa em revista o "programa de interrogatórios reforçados" posto em prática pela administração de George W. Bush após o ataque da Al-Qaeda em território americano. Com mais de 35 mil notas de rodapé, o relatório, que apresenta partes censuradas, é a síntese de uma longa investigação de cinco anos condensada em 6300 páginas. Tudo indica que o relatório agora divulgado será a única informação a ver a luz do dia, pois os republicanos em maioria no Senado podem bloquear a publicação de toda a documentação em causa.

Leia mais no epaper ou na edição impressa do DN

Mais Notícias

Outras Notícias GMG