Calendário do Quarteto "não é sagrado"

O calendário de negociações avançado pelo Quarteto para se conseguir um acordo de paz israelo-palestiniano antes do final de 2012 "não é sagrado", considerou hoje o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Danny Avalon.

"O importante na tomada de posição do Quarteto é que não põe condições ao reinício das negociações relativas à colonização e às fronteiras (...). Mas o calendário não é sagrado", declarou Ayalon, membro do partido nacionalista Israel Beiteinu, à rádio pública israelita.

Tudo vai depender, segundo ele, de uma aceitação pelos palestinianos de "um recomeço das negociações sem condições prévias e sem ameaças de ações unilaterais", numa alusão ao pedido feito sexta-feira à ONU para a adesão de um Estado da Palestina.

O Quarteto para o Médio Oriente (Estados Unidos, Rússia, União Europeia e Nações Unidas) propôs sexta-feira a israelitas e palestinianos que recomeçassem as negociações de paz - suspensas há cerca de um ano - com o objectivo de chegarem a um acordo final no fim de 2012.

De acordo com a proposta do Quarteto, as duas partes encontrar-se-iam dentro de um mês para estabelecer "um calendário e um método de negociações".

O Quarteto disse esperar que no prazo de três meses as partes apresentem propostas relativas às fronteiras e à segurança e que dentro de seis meses se alcancem "progressos substanciais", para depois poder haver um acordo final.

O ministro do Ambiente israelita, Gilad Erdan, por seu turno, exprimiu dúvidas sobre um recomeço das negociações.

"Não acredito num reinício das negociações", disse à rádio o governante, do mesmo partido do chefe de governo Benjamin Netanyahu, o Likud.

"Está fora de questão que o primeiro-ministro aceite antes de qualquer negociação a criação de um Estado palestiniano nas fronteiras de 1967 e um congelamento da colonização", sublinhou, numa referência às exigências dos palestinianos para negociarem.

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