Suu Kyi poderá viajar em junho

A líder da oposição birmanesa está disposta a ir a Oslo, o que indica a sua confiança na sinceridade da transição política que os generais estão a tentar no país.

A líder da oposição birmanesa, Aung San Suu Kyi, poderá deslocar-se à Noruega em junho para receber o seu prémio nobel da Paz de 1991. O anúncio da viagem foi feito em Oslo e ainda não foi confirmado pela própria, mas Suu Kyi pediu um passaporte, que por enquanto não lhe foi entregue.

A notícia da possível deslocação a Oslo é um momento de grande simbolismo, já que a dirigente birmanesa foi até agora impossibilitada de se deslocar ao estrangeiro, ou por estar presa ou por temer que o regime militar a forçasse ao exílio.

Entretanto, os EUA anunciaram o fim das sanções que proíbem a exportação de certos serviços financeiros para a Birmânia, o que suaviza as medidas contra o regime ditatorial. A Europa deverá por seu turno anunciar uma redução das suas próprias sanções, estando o processo ligado à continuação da transição.

A situação política na Birmânia melhorou na sequência das eleições de 1 de abril, que para a comunidade internacional funcionaram como um teste à abertura do regime. Aung San Suu Kyi foi eleita para o parlamento, como se esperava, e a sua Liga Nacional para a Democracia (LND) é agora a maior força da oposição, tendo ganho 43 dos 45 lugares do parlamento que foram disputados.

Filha de um general herói da independência, Aung San Suu Kyi liderou a oposição ao regime militar durante duas décadas e meia, tendo o seu partido vencido as eleições legislativas de 1990, o que desencadeou uma longa interrupção do processo democrático. A líder oposicionista ficou a maior parte deste tempo, 15 anos, sob prisão domiciliária.

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