Soldados e polícias nas ruas para travarem manifestação

Milhares de soldados e polícias estão hoje espalhados pelas ruas de Banguecoque para abortarem uma manifestação contra o golpe de Estado perpetrado pelo exército a 22 de maio, e que se prevê começar ao início da tarde.

As autoridades cortaram ruas, instalares postos de controlo e os centros comerciais na zona onde os manifestantes deverão começar a concentrar-se irão estar fechados para evitar problemas.

Devido ao golpe militar, as concentrações com mais de cinco pessoas estão proibidas na Tailândia.

As autoridades conseguiram impedir os protestos contra o golpe desde quinta-feira com uma forte presença militar nas ruas, postos de controlo, corte de estradas e outras ações como identificação de todos os cidadãos que tenham qualquer atitude contra a ação militar.

Prayuth Chon-ocha, o chefe do exército anunciou sexta-feira que os próximos dois a três meses serão dedicados à reconciliação nacional, antes de ser escolhido um parlamento que vai nomear um novo governo que promoverá um novo sistema político com uma nova Constituição, antes das eleições gerais que deverão acontecer no final de 2015.

"Nada do que disse vai acontecer se não terminarem as manifestações políticas", garantiu o general na sexta-feira.

A Tailândia vive uma crise política desde 2006 quando os militares depuseram o então primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, acusado, julgado e condenado à revelia por corrupção e que está hoje no exilio no Dubai.

Depois de um ato eleitoral, que chefiava o atual Governo era Yinluck Shinawatra, irmão mais nova de Thaksin, alvo de contestação popular desse novembro, num conjunto de manifestações que provocaram, pelo menos, 28 mortos e 800 feridos.

JCS // JCS

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