Rebeldes maoístas matam pelo menos 17 pessoas

Rebeldes maoístas fortemente armados mataram pelo menos 17 pessoas, doze membros do partido no governo e cinco polícias, num ataque realizado no sábado, numa zona tribal da Índia, informou a polícia local.

Os rebeldes de extrema-esquerda bloquearam a estrada com árvores, detonaram uma bomba e abriram fogo indiscriminadamente, emboscando a comitiva de políticos do Partido do Congresso quando esta regressava de um comício e passava numa zona de floresta do distrito de Jagdalpur, a 284 quilómetros de Raipur, capital do estado de Chhattisgarh, disse à AFP Rajinder Kumar Vij, chefe das operações policiais.

O ex-ministro Vidya Charan Shukla, que seguia na mesma comitiva, foi ferido e está em perigo de vida, e o congressista Nand Kumar Patel e o filho deste foram raptados e estão em paradeiro incerto, acrescentou o responsável policial.

A guerrilha maoísta -- ativa em mais de um terço do país - combate as autoridades locais e nacionais nas zonas rurais e florestais do Centro e Leste da Índia, reivindicando direitos para os povos tribais e os sem-terra e recorrendo frequentemente à extorsão.

Sonia Gandhi, líder do Partido do Congresso, no poder, condenou o ataque, que classificou como "chocante" e antidemocrático.

"Estamos naturalmente devastados. É desprezível que pessoas comuns envolvidas em atividades políticas sejam atacadas", disse aos jornalistas, após um encontro de emergência com o primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh.

No mês passado, o chefe do executivo classificou os rebeldes maoístas como a mais grave ameaça à segurança interna.

Manmohan Singh prometeu "agir com firmeza contra os autores de qualquer tipo de violência" e prestar a "ajuda necessária" às autoridades locais.

Em 2009, o Governo indiano lançou uma grande ofensiva contra os maoístas, conhecida como Operação Greenhunt, mas tal não impediu uma série de ataques mortíferos.

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