Pyongyang: Sanções apenas reforçam programa nuclear

A Coreia do Norte garantiu hoje que as sanções da Organização das Nações Unidas (ONU) apenas vão fortalecer o seu programa nuclear e de mísseis, com o ministro dos Negócios Estrangeiros a indiciar mais testes nucleares.

Em declaração divulgada pela agência noticiosa oficial norte-coreana, o ministro disse que o norte iria mostrar em breve ao mundo como a "manipulação" do Conselho de Segurança da ONU pelos EUA "reforçou" o estatuto permanente de Pyongyang como potência nuclear.

Mesmo antes da votação no Conselho de Segurança, na quinta-feira, que impôs pesadas sanções à Coreia do Norte na sequência do teste nuclear que fez em fevereiro, a liderança de Pyongyang deixou nuclear que iria fazer mais testes nucleares e com mísseis de longo alcance.

Com recurso a uma retórica belicosa, antes e depois da votação das sanções, a Coreia do Norte até ameaçou lançar um ataque nuclear preventivo contra os Estados Unidos e contra a Coreia do Sul.

O teste nuclear norte-coreano em fevereiro foi o maior, mas os observadores externos não têm sido capazes de confirmar a reivindicação da Coreia do Norte de que detonou com sucesso uma bomba miniaturizada.

Os analistas estão também divididos sobre se a Coreia do Norte tem a capacidade de disparar uma bomba nuclear num míssil, se bem que haja um acordo geral de que Pyongyang está a alguns anos de distância de possuir um genuíno míssil balístico intercontinental.

A declaração do ministro assegura que as últimas sanções da ONU, em vez de enfraquecerem a capacidade de dissuasão nuclear da Coreia do Norte, pelo contrário, vão aumentar a sua capacidade "mil vezes".

Mencionando uma série de sanções aplicadas pela ONU nos últimos oito anos, o ministro disse que estas apenas resultaram no "reforço da dissuasão nuclear [norte-coreana], qualitativa e quantitativamente".

Tanto a Coreia do Norte como a do Sul têm previsto exercícios militares de grande escala na próxima semana, o que tem alimentado preocupações quanto à possibilidade de a atual tensão elevada causar um incidente fronteiriço que evolua para algo mais sério.

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