PM desloca-se à ONU em pleno clima de tensão com a China

O primeiro-ministro japonês, Yoshihiko Noda, viajou hoje para Nova Iorque para assistir à 67.ª assembleia-geral da ONU, durante a qual deve ser abordado o conflito territorial com a China por causa da soberania das ilhas Senkaku/Diaoyu.

Prevê-se que o chefe do governo nipónico aluda à questão das reivindicações territoriais e à resolução do diferendo através da lei no seu discurso diante da assembleia, a qual que coincide com um clima de forte tensão com Pequim devido às ilhas desabitadas do Mar do Sul da China.

As ilhas -- conhecidas como Senkaku pelo Japão e por Diaoyu pela China -- têm sido o foco de uma escalada de tensão entre os dois países nas últimas semanas, que incluiu uma onda de protestos anti-japoneses em várias cidades chinesas e o cancelamento de inúmeros eventos bilaterais.

Uma das cerimónias "adiadas" pela China foi a que estava marcada para esta semana e que iria assinalar os 40 anos de normalização dos laços diplomáticos com o Japão.

O anúncio do cancelamento foi feito por Pequim no domingo sendo que, até ao momento, Tóquio não se pronunciou oficialmente.

O ministro dos Negócios Estrangeiros nipónico, Koichiro Gemba, também segue para Nova Iorque, onde poderá reunir-se, esta quarta-feira, com o homólogo chinês, Yang Jiechi, na tentativa de aliviar a tensão bilateral, indicou a televisão pública japonesa NHK.

Além da China, Tóquio viu deteriorem-se as relações com a Coreia do Sul nas últimas semanas, devido a uma outra disputa territorial pelas ilhas Takeshima/Dokdo -- administradas por Seul, mas que Tóquio reclama como suas.

O Japão instou Seul a levar a sua disputa ao Tribunal Internacional de Justiça, algo que a Coreia do Sul rejeitou por considerar que não há dúvidas de que as ilhas são território sul-coreano.

Durante a sua estadia em Nova Iorque, onde permanece até quarta-feira, Noda deverá manter reuniões bilaterais com o Presidente egípcio, Mohamed Mursi, e com a primeira-ministra australiana, Julia Gillard.

Já o chefe da diplomacia japonesa dever-se-á encontrar com o seu homólogo russo, Serguéi Lavrov, e com a secretária de Estado de Estados Unidos, Hillary Clinton.

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