Pai de vítima pede enforcamento para os violadores

O pai da estudante indiana, que morreu depois de ter sido vítima de violação coletiva num autocarro em Nova Deli, apelou à brevidade do julgamento e a que os cinco arguidos acusados do crime fossem enforcados.

Enquanto os advogados de defesa tentam convencer o Supremo Tribunal de Nova Deli a transferir o julgamento do caso, apelando a que a emoção em torno do medo possa causar parcialidade no poder judicial, o pai da vítima de 23 anos afirma que a sua família só estará em paz depois de ouvida um sentença: "Nós completámos os rituais de luto pela minha filha na aldeia, mas o nosso luto só estará completo quando o tribunal emitir o seu veredito. A alma da minha filha não vai descansar até que a justiça puna os homens", disse o pai da jovem - cujo nome não é revelado devido a questões legais. - à AFP.

"É dever do tribunal e dos juízes assegurar que a sentença seja pronunciada de forma rápida e que todos os homens (julgados por violação) sejam enforcados", acrescentou o pai da vítima, dizendo ainda que "nenhum homem tem o direito de viver depois de cometer um crime tão abominável".

Os cinco réus, com idades entre os 19 e os 35 anos respondem às acusações de violação, assassinato, sequestro e roubo, que na lei indiana poderão ser puníveis com a pena de morte. A acusação contra um sexto arguido, de 17 anos, será acompanhada por um tribunal juvenil. Um advogado de defesa, citado pela AFP, esclareceu que a audiência que decorrerá hoje começará as 14:30 locais (09:00 em Lisboa).

A vítima, estudante de fisioterapia, voltava do cinema com o namorado, quando foi repetidamente violada e agredida com uma barra de ferro, tendo sido atirada semi-nua para fora do autocarro. A jovem morreu 13 dias depois num hospital em Singapura, para onde tinha sido transferida devido a problemas cardíacos. O acidente, que já antecedeu mais violações na Índia, chocou o país e toda a comunidade internacional.

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