Merkel preocupada com tensão na península de Coreia

A chanceler alemã, Angela Merkel, declarou hoje a "grande preocupação" de Berlim com o aumento da tensão na península da Coreia.

A Coreia do Norte não vai "conseguir que o mundo se deixe afetar pelas ameaças de guerra", anunciou o porta-voz de Merkel, Steffen Seibert.

Seibert, que saudou a resposta "forte e unânime" do Conselho de Segurança, incluindo da China, aliada tradicional de Pyongyang, referiu a disponibilidade da comunidade internacional para o diálogo.

Por seu turno, o ministro alemão dos Negócios Estrangeiros, Guido Westerwelle, pediu hoje à União Europeia para, na segunda-feira, discutir a possibilidade de novas sanções contra a Coreia do Norte, além das votadas na quinta-feira pelo Conselho de Segurança da ONU.

"Devemos discutir a nossa contribuição para que a pressão sobre o regime (de Pyongyang) não abrande", disse Westerwelle numa conferência de imprensa.

O chefe da diplomacia alemã congratulou-se igualmente por a China ter "assumido a sua responsabilidade particular", ao votar favoravelmente as sanções da ONU, e pediu a Pequim para "fazer compreender claramente aos dirigentes de Pyongyang que foram longe demais com as suas novas ameaças e provocações".

Também a França condenou as ameaças proferidas pela Coreia do Norte e apelou a Pyongyang para dialogar com vista ao desmantelamento do seu programa nuclear.

"Condenamos as recentes ameaças proferidas pela Coreia do Norte e reiteramos o nosso apelo para se abster de qualquer gesto que possa aumentar a tensão" existente na região, disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Philippe Lalliot.

A Coreia do Norte anunciou, algumas horas depois das novas sanções decretadas pelo Conselho de Segurança, que iria romper os acordos de não agressão com a Coreia do Sul e que cortaria o 'telefone vermelho' existente entre os dois países.

Na terça-feira, Pyongyang já havia ameaçado denunciar o armistício que pôs fim à guerra de 1953 e, prevendo a aprovação de novas sanções, um "ataque nuclear preventivo" contra os Estados Unidos.

Paris saudou igualmente a adoção, na quinta-feira, da resolução 2094 pelo Conselho de Segurança da ONU, condenando a Coreia do Norte pelo seu terceiro ensaio nuclear, realizado no passado dia 12 em violação das anteriores resoluções das Nações Unidas.

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