Jovem escreveu nomes de violadores antes de morrer

Jyoti Singh Pandey, a jovem indiana de 23 anos que foi violada por seis homens num autocarro e acabou por morrer, revelou por escrito o nome de alguns dos seus agressores num documento. Estudante de fisioterapia, Pandey foi violada no dia 16 de dezembro e acabou por morrer no hospital no dia 28 do mesmo mês.

Sem poder falar, no meio da sua dor, no hospital, Pandey revelou por escrito, a um juiz, os nomes dos seus agressores antes de morrer, segundo informações reveladas hoje pela agência espanhola Efe e citadas pelo site do 'El Mundo'. A jovem, que ficou conhecida pelo pseudónimo de "Nirbhaya", que em hindu quer dizer "A Destemida", ouviu os nomes dos homens enquanto estava a ser brutalmente atacada.

Recordou-se do nome de quatro pessoas envolvidas: Ram Singh, Mukesh Singh, Vinay e Akshay. O primeiro era o condutor do autocarro, suposto líder do grupo, e o segundo seu irmão. Os dois últimos haviam declarado ser inocentes, Vinay é monitor de um ginásio e Akshay era o funcionário que tratava da limpeza do autocarro.

O juiz responsável pelo caso preparou o documento logo após o internamento da jovem. "Nirbhaya" respondeu a algumas perguntas com gestos ou escolheu uma resposta correta, numa espécie de teste de múltipla escolha. Confirmou ao magistrado a cor do autocarro (branco), o local e horário em que ocorreu o caso (21.30 locais em Munirka), quantas pessoas estavam envolvidas (entre cinco e sete), o preço do bilhete (20 rupias, menos de 30 cêntimos), e assim fez um relato bem detalhado sobre o que aconteceu.

A jovem prestou dois depoimentos, um à polícia e outro ao juiz. Segundo os médicos, ela encontrava-se consciente e cooperante antes de ser interrogada. As suas declarações coincidem com a do seu namorado, Awindra Pandey, de 28 anos, que perdeu a consciência após ser espancado com uma barra de ferro, também no interior desse autocarro.

O caso gerou uma onda de indignação, com manifestações por toda a Índia. O caos instalou-se nas ruas de Nova Deli, a capital do país, onde tudo aconteceu. Ao todo, seis pessoas foram acusadas, sendo um dos homens menor de idade (tem apenas 17 anos). A pressão popular fez a justiça indiana acelerar o processo e rever as leis contra os violadores no país.

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