Jong-un assume funções de líder do regime de Pyongyang

Foi perante uma enorme parada militar na principal praça da capital da Coreia do Norte que Kim Jong-un foi entronizado como "líder supremo" do regime

"O respeitado camarada Kim Jong-un é o líder supremo do nosso partido e das forças armadas, o herdeiro da inteligência, das qualidades de comando, do carácter, da dimensão moral e da coragem de Kim Jong-il". Foi com estas palavras que o presidente honorífico Kim Yong-nam anunciou ao país e ao mundo a esperada entrada em funções do novo dirigente norte-coreano.

Na tribuna, ao lado de Kim Yong-nam estavam presentes Kim Jong-un, o chefe de estado-maior Ri Yong-ho e o ministro dos assuntos militares, Kim Yong-chun, além dos principais responsáveis do Partido dos Trabalhadores, no poder.

A cerimónia que decorreu na praça Kim Il-sung, o fundador do regime em 1948, terminou com uma salva de 21 tiros de canhão, e assinalou o final de um período de 13 dias de luto que se seguiu à morte de Kim Jong-il.

Para os observadores sul-coreanos, a cerimónia "demonstra que o regime está convicto de ter operado uma transição de poder sem problemas, a favor de Kim Jong-un", disse um analista do Instituto de Estudos do Extremo Oriente, sediado em Seul.

Mais importante para o mesmo analista é a cerimónia "ter demonstrado aos norte-coreanos e ao estrangeiro que o novo dirigente já estabeleceu o seu estatuto".

A Coreia do Norte é o único regime comunista dinástico no mundo. Fundado pelo avô de Jong-un, Kim Il-sung, foi dirigido pelo pai daquele, Kim Jong-il a partir de 1994, quando morreu Il-sung.

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