Japão defende segurança dos seus alimentos face a medidas de Seul

O Governo japonês disse hoje que o Japão dispõe de rígidos padrões de segurança alimentar, respondendo à proibição anunciada pela Coreia do Sul de importação de produtos do mar da região de Fukushima.

O ministro porta-voz, Yoshihide Suga, reiterou que os níveis de controlo dos produtos nipónicos são aplicados de acordo com as leis internacionais e apelou ao Governo sul-coreano para que "tome medidas baseando-se em factos científicos".

"Temos facultado ao Governo da Coreia do Sul informação relevante desde que foi descoberta a fuga para o mar de água contaminada" da central nuclear de Fukushima, explicou Yoshihide Suga.

A Coreia do Sul anunciou hoje a proibição de importação de todos os produtos fruto da atividade pesqueira de oito prefeituras do Japão, entre as quais Fukushima, perante o alarme desencadeado pelas fugas de água contaminada no país vizinho.

"Todos os produtos pesqueiros procedentes destas regiões foram proibidos, independentemente se estão ou não contaminados", informou o Ministério dos Oceanos e Pesca sul-coreano.

Em comunicado, o organismo explica que os cidadãos sul-coreanos "estão cada vez mais preocupados com o facto de centenas de toneladas de água contaminada com radiação serem filtradas diariamente a partir do lugar onde ocorreu o acidente nuclear de Fukushima".

Seul, que já impunha restrições pontuais sobre 50 produtos pesqueiros de regiões próximas da central acidentada, também criticou o facto de a "informação que o Governo japonês já proporcionou até agora não ser suficiente para prever a evolução futura" da situação.

A nova proibição sul-coreana afeta todos os produtos procedentes da pesca das províncias japonesas de Fukushima, Aomori, Ibaraki, Gunma, Miyagi, Iwate, Tochigi e Chiba.

O Governo de Seul também anunciou hoje que, caso detete materiais radioativos, mesmo em pequenas doses, em carregamentos de pesca procedentes de qualquer outra região japonesa, pedirá a Tóquio testes adicionais antes de permitir a sua importação.

Seul baixou a dose permitida de radiação nos produtos do mar dos atuais 370 becqueréis por quilo para apenas 100 becqueréis por quilo.

A operadora da central nuclear de Fukushima reconheceu, este verão, que centenas de toneladas de água contaminada estavam a escapar para o oceano a partir do subsolo dos edifícios dos reatores nucleares.

O Governo japonês aprovou na terça-feira um investimento equivalente a 360 milhões de euros para a resolução deste problema.

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