Filho mais velho de Kim Jong-il despediu-se em segredo

O filho mais velho do antigo líder da Coreia do Norte Kim Jong-il visitou Pyongyang em segredo para o último adeus ao seu pai, refere hoje o jornal japonês Yomiuri Shimbun.

A ausência do filho mais velho no funeral de Estado de Kim Jong-il e de outras cerimónias de tributo ao "querido líder" foi dada como certa e interpretada como sinal de uma possível luta pelo poder com o seu meio-irmão, o jovem Kim Jong-un, que sucederá a Kim no comando dos destinos do país.

Kim Jong-nam, de 40 anos, viajou para a capital a 17 de dezembro, após ter sido informado da morte do seu pai -- dado tornado público somente dois dias mais tarde --, precisou o jornal, indicando que ele voltou "depois de alguns dias" para a sua residência habitual: Macau.

No regresso a casa, Kim Jong-nam evitou passar por Pequim e viajou com uma identidade falsa, com o nome de Kim Chol, por não querer tornar pública a sua visita, acrescenta o jornal que cita fonte norte-coreana.

Kim Jong-un, com menos de 30 anos, terá acompanhado o seu irmão ao local onde repousavam os restos mortais do seu pai, escreve ainda o jornal citado pela AFP.

O filho mais velho de Kim terá recusado participar nas exéquias, que decorreram a 28 de dezembro, para não dar a impressão de uma eventual polémica a propósito da sucessão, justificou a fonte norte-coreana, de acordo com o diário.

Kim Jong-nam "retirou-se da corrida pela sucessão há muitos anos, indicando que não tinha interesse pela política", acrescentou a fonte.

O filho mais velho de Kim Jong-il foi, durante anos, apontado e educado para suceder ao pai, mas uma expulsão do Japão em 2001 quando tentava entrar no país com um passaporte falso, fê-lo cair em desgraça.

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