Filho mais velho de Kim acredita que meio-irmão é sucessor

O filho mais velho do líder norte-coreano Kim Jong-Il disse, em entrevista a televisões japonesas em Macau, acreditar que o meio-irmão Kim Jong-Un é o sucessor do pai na condução da política de Pyongyang.

"A indicação de um sucessor é uma decisão do meu pai", disse Kim Jong-Nam em Macau, cidade que visita frequentemente e onde residem os filhos e a ex-mulher.

"Penso que sim, eu ouvi isso nas notícias", acrescentou Kim Jong-Nam quando questionado se o irmão de 26 anos tinha sido indicado como sucessor do pai na liderança do país.

Nas entrevistas, feitas em inglês, Kim Jong-Nam considerou que "uma das razões porque o pai indicou o irmão como sucessor é porque são muito parecidos".

Kim Jong-Nam negou ter sido notificado da sucessão, garantiu não estar envolvido nos assuntos políticos da Coreia do Norte e sublinhou não ter sido preterido na sucessão.

"Esse tipo de notícias é totalmente fabricado. Não é verdade. Passo temporadas na China e em Macau e utilizo um passaporte da Coreia do Norte. Nunca fui afastado da Coreia do Norte... de que é que está a falar?", questionou Kim Jong-Nam.

Recentemente, a imprensa sul-coreana noticiou que Kim Jong-Il tinha designado o filho Kim Jong-Un como sucessor.

De acordo com os serviços de espionagem da Coreia do Sul, Kim Jong-Il, de 67 anos, terá sofrido um enfarte em Agosto passado, levantando a questão da sucessão entre um dos três filhos do líder.

Kim Jong-Un é filho da terceira mulher de Kim Jong-Il, Ko Yong-Hi, que faleceu em 2004 vítima de cancro.

Já Kim Jong-Nam, durante alguns anos apontado como o sucessor de Kim Jong-Il, caiu em desgraça quando em 2001 foi deportado do Japão onde tentava entrar com um passaporte falso alegadamente para visitar a Disneylândia com um dos filhos menores.

Apesar de no passado Kim Jong-Nam ter sido um assíduo frequentador dos casinos de Macau, amigos do filho do líder da Coreia do Norte afirmaram que actualmente é "mais recatado" e salientaram que "já não frequenta espaços de jogo".

"Quando está em Macau dedica o tempo aos amigos e aos filhos", acrescentou uma fonte contactada pela agência Lusa, negando ainda que Kim Jong-Nam "tenha pedido asilo político às autoridades de Macau como é referido pela imprensa japonesa".

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