Família do tio de Kim Jong-un foi executada

Kim Jong-un terá ordenado a execução de toda a família do seu tio por afinidade, Jang Song-taek, de pois deste ter sido morto "por constituir uma fração e tentativa de mudar o regime".

O dirigente do regime de Pyongyang mandou executar todos os familiares diretos de Jang Song-taek, que era casado com a sua tia, Kim Kyong-hui, incluindo crianças, segundo informações de várias fontes anónimas citadas pela agência oficial sul-coreana Yonhap.

Jang Song-taek, considerado um elemento chave na afirmação do poder de Kim Jong-un, após a morte do pai deste, Kim Jong-il, em dezembro de 2011, foi detido no início de dezembro durante uma reunião do Partido dos Trabalhadores (no poder em Pyongyang), julgado e fuzilado a 12 daquele mês.

Jang Song-thaek chegou a ser vice-presidente da Comissão de Defesa Nacional do regime de Pyongyang e atuou, na prática, como regente no período de transição entre a morte de Kim Jong-il e a afirmação no poder de seu filho, Kim Jong-un.

Segundo os media sul-coreanos, a irmã de Jang e seu marido e embaixador em Cuba, Jon Yong-jin, o embaixador na Malásia e sobrinho de Jang, Jang Yong-chol, foram chamados em dezembro à Coreia do Norte, após a execução de Jang, e fuzilados de imediato. Os dois filhos de Jang Yong-chol, ambos na casa dos 20, foram também mortos.

Os filhos e os netos dos dois irmãos mais velhos de Jang foram igualmente fuzilados. Já falecidos, os irmãos de Jang foram generais e tiveram morte natural, escreve o Chosun Ilbo.

As fontes afirmam que os familiares que resistiram foram abatidos a sangue-frio e no local, em algumas circunstâncias diante de vizinhos. A mulher de Jang Yong-chol e outras casadas na família foram forçadas a divorciarem-se e colocadas em exílio interno, com filhos e restantes parentes.

Uma fonte dos serviços de informações do Governo de Seul recusou-se a confirmar ou a negar estas notícias.

Surgiram entretanto notícias a darem como falecida a mulher de Jang e tia de Kim Jong-un, mas com versões distintas. Enquanto umas referem ataque cardíaco, outras pela sua própria mão. No entanto, não se exclui que Kim Kyong-hui, de 68 anos, possa ter viajado para o estrangeiro por questões de saúde. Foi vista em público pela última vez em setembro de 2013; a mais recente referência ao seu nome nos media norte-coreanos coincidiu praticamente com a data da execução do marido, a 12 de dezembro. No entanto, a 17 - na data do segundo aniversário da morte de seu irmão, Kim Jong-il - não surgiu nas diferentes comemorações.

Segundo fontes sul-coreanas, Kim Kyong-hui, sofreria de depressão ou teria problemas de alcoolismo devido ao suicídio da filha do casal em 2006, então a estudar em Paris e que se recusou a regressar à Coreia do Norte, e à alegada crise no seu casamento com Jang.

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